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Disfagia é a dificuldade ou sensação de engasgo ao engolir alimentos ou líquidos, um sintoma que exige atenção especializada para identificar suas causas e tratamentos eficazes. No contexto da gastroenterologia, a avaliação precisa da disfagia é fundamental para detectar doenças do esôfago e do estômago, incluindo condições como esofagite, varizes esofágicas, refluxo gastroesofágico (GERD), úlceras gástricas e, sobretudo, para a detecção precoce de lesões malignas e pré-malignas. A esofagogastroduodenoscopia (EGD), ou videoendoscopia digestiva alta, é o exame diagnóstico essencial para investigar a disfagia, permitindo visão direta da mucosa digestiva, coleta de biópsias e testes como o teste do urease para detecção de H. pylori. Este artigo aborda com profundidade a disfagia, explorando suas causas, diagnóstico endoscópico, técnicas de sedação consciente para conforto do paciente, e a importância da análise histopatológica para o diagnóstico e manejo adequado, com foco para a população de Volta Redonda RJ.
Entre um sintoma desconfortável e um diagnóstico preciso, a disfagia pode ser um sinal das mais variadas condições gastrointestinais, e a investigação especializada oferece aos pacientes a oportunidade de um tratamento eficaz e a restauração da qualidade de vida.
Disfagia é a dificuldade para deglutir, que pode envolver a garganta, o esôfago ou ambos. Os pacientes descrevem a sensação de alimentos "presos" ou dificuldade para conduzir o alimento da boca para o estômago. A disfagia pode se apresentar com tosse durante a alimentação, regurgitação, sensação de aperto torácico ou perda de peso por inadaptação alimentar. Reconhecer o sintoma é crucial para direcionar a investigação correta.
A disfagia é dividida em orofaríngea, quando a dificuldade ocorre no início do processo de deglutição, envolvendo a faringe e a transição para o esôfago, e esofágica, quando há obstrução ou motilidade prejudicada no esôfago. A disfagia orofaríngea está associada a doenças neuromusculares e neurológicas, enquanto a esofágica é frequentemente provocada por estenoses, tumores, hérnia de hiato, ou patologias inflamatórias.
Se não identificada e tratada, a disfagia pode causar desnutrição, aspiração pulmonar com risco de pneumonia, e impacto severo na qualidade de vida. Nos casos de disfagia associada a lesões malignas, o atraso no diagnóstico reduz as chances de cura e complica o tratamento. Dessa forma, a abordagem clínica e endoscópica precoce representa um ganho absoluto para o paciente.
Compreendido o cenário geral da disfagia e seu potencial impacto, torna-se fundamental detalhar as causas dessa condição para direcionar a melhor estratégia diagnóstica e terapêutica.

Esofagite por refluxo gastroesofágico é uma das causas comuns da disfagia esofágica, caracterizada pela inflamação da mucosa devido à exposição ao ácido gástrico. Outras causas incluem esofagite eosinofílica, causada por reações alérgicas, e infecções por Candida, Herpes ou Citomegalovírus que ocorrem em pacientes imunossuprimidos. Endoscopicamente, podem ser observadas erosões, ulcerações e edema da mucosa.
Estreitamentos (estenoses) causados por cicatrizes de refluxo, infecções crônicas ou ingestão de substâncias cáusticas provocam obstrução parcial, dificultando a passagem do bolo alimentar. A hérnia de hiato pode agravar sintomas pela alteração anatômica do esfíncter esofágico inferior. Tumores benignos e malignos, como o câncer de esôfago (carcinoma espinocelular ou adenocarcinoma), são outras causas relevantes, especialmente em pacientes com idade avançada, tabagismo ou associação a gastrite erosiva.
Achados de acalasia ou espasmo esofágico, com falhas na motilidade ou relaxamento do esfíncter inferior, levam à disfagia progressiva e ao risco de dilatação esofágica. A manometria é útil, mas a videoendoscopia identifica alterações secundárias, como estase alimentícia, lesões secundárias e direto na mucosa.
Embora a disfagia esteja principalmente relacionada ao esfíngeo, condições como gastrite erosiva, úlcera péptica, e duodenite podem causar sintomas digestivos associados que dificultam a alimentação e justificam avaliação endoscópica completa para ântrio, piloro e duodeno, inclusive biópsias para H. pylori.
Identificadas as causas clínicas, a próxima etapa crucial para o paciente é o diagnóstico prático por exame. A videoendoscopia se destaca neste cenário.

A esôfagogastroduodenoscopia é um exame visual direto realizado com um endoscópio flexível equipado com câmera de alta resolução, que permite a inspeção detalhada do revestimento do esôfago, estômago e duodeno até o segundo segmento. Na investigação da disfagia, ela detecta alterações da mucosa, lesões, tumores, estreitamentos e permite a coleta de biópsias para confirmação histopatológica. horário ponto de saúde do SOBED e CFM, a EGD é realizada sob sedação consciente, assegurando conforto e segurança ao paciente.
O paciente deve estar em jejum de pelo menos 8 horas para o procedimento, evitando riscos de aspiração durante o exame. A sedação consciente, geralmente com midazolam e/ou propofol sob supervisão anestésica, reduz a ansiedade e melhora o grau de colaboração, fundamental para exames prolongados ou coleta de múltiplas amostras. A sedação é crucial para pacientes que apresentam medo ou receio, proporcionando tranquilidade e confiança para o exame ser realizado adequadamente.
Através da EGD, é possível realizar biópsias gástricas para estudo histológico, identificação de displasia e monitoramento de lesões pré-malignas como metaplasia intestinal. O teste rápido da urease detecta a presença de Helicobacter pylori, responsável por gastrite crônica e úlceras pépticas. Além disso, identifica lesões malignas para encaminhamento precoce ao tratamento. No contexto do INCA, essa abordagem integrada é fundamental para o rastreamento de câncer gástrico em grupos de risco.
Em Volta Redonda e na região, a prevalência de gastrite, refluxo e infecções por H. pylori é elevada, tornando a EGD um exame rotina indispensável. A experiência da equipe em diagnóstico detalhado, associada à técnica, contribui para a prevenção de complicações graves como hemorragia digestiva por varizes esofágicas ou tumores avançados. A videoendoscopia também possibilita o manejo terapêutico, como dilatação de estenoses e remoção de pólipos gástricos.
Diagnóstico preciso demanda complementação pela interpretação dos exames laboratoriais e anatomopatológicos, tornando esse triângulo diagnóstico um diferencial na qualidade do atendimento gastroenterológico.
O laudo da EGD deve detalhar todas as alterações encontradas, incluindo aspectos macroscópicos das mucosas, presença de erosões, pólipos, estenoses, características da inflamação e resultados dos testes como o urease. Esta comunicação clara permite o planejamento terapêutico adequado e o acompanhamento do paciente. Nos casos de disfagia persistente sem lesões óbvias, a avaliação complementar com exames por imagem e investigação neurológica complementa o diagnóstico.
Para o refluxo gastroesofágico, são indicados inibidores da bomba de prótons, mudanças alimentares e controle do peso. As infecções por H. pylori requerem esquema eradicador específico. Estenoses podem necessitar de dilatação endoscópica ou mesmo intervenção cirúrgica em casos graves. Tumores demandam encaminhamento para oncologia e cirurgia, conforme protocolos do INCA e Ministério da Saúde. Monitoramento endoscópico periódico é fundamental para pacientes com lesões premalignas.
A disfagia pode causar ansiedade e medo de comer, levando ao isolamento social e desnutrição. Explicar claramente os procedimentos, riscos e benefícios da endoscopia alivia angústias. O suporte da equipe multiprofissional, incluindo psicólogos e nutricionistas, é estratégico para o restabelecimento completo do paciente.
A abordagem multidisciplinar reforça a importância do centro de excelência em gastroenterologia, onde a tecnologia e o cuidado humanizado caminham juntos.
O paciente deve seguir rigorosamente o jejum orientado para minimizar riscos de aspiração e garantir boa visualização. Medicamentos podem ser ajustados, especialmente anticoagulantes. Informar alergias e condições clínicas preexistentes é essencial para o preparo individualizado e escolha do sedativo ideal segundo protocolos do CFM.
Durante a EGD com sedação consciente, o paciente permanece relaxado, podendo responder comandos simples. A equipe monitora sinais vitais continuamente para segurança máxima. Essa técnica reduz a sensação de desconforto sem comprometer reflexos protetores.
Após o procedimento, o paciente fica em observação até o despertar completo. É normal apresentar leve desconforto de garganta ou distensão abdominal temporária. A equipe informa sobre sinais de alerta como dor intensa, sangramento, febre ou dificuldade respiratória, recomendando contato imediato. Resultados preliminares são compartilhados, e agendado o retorno para discutir exames complementares e plano terapêutico.
A infraestrutura hospitalar moderna da cidade, aliada a profissionais experientes e atualizados nas normas do SOBED e Ministério da Saúde, garante segurança, confiabilidade e um atendimento acolhedor ao paciente com disfagia. Agilidade no diagnóstico por endoscopia e acesso a intervenções minimamente invasivas representam um diferencial que melhora resultados clínicos e qualidade de vida.
Com todos esses cuidados, o paciente sente maior confiança e tranquilidade ao enfrentar o exame e o tratamento, afastando medos comuns ao procedimento.
Disfagia é um sintoma que nunca deve ser subestimado, pois pode indicar desde refluxo gastroesofágico até cânceres precoces do trato digestivo alto. A esôfagogastroduodenoscopia, realizada com sedação consciente, é o exame referência para avaliação precisa, possibilitando diagnóstico rápido e coleta de material para estudo detalhado, seguindo as diretrizes do SOBED, CFM, Ministério da Saúde e INCA.
Se você sente dificuldade para engolir ou possui sintomas associados como queimação, dor torácica, perda de peso ou episódios de hematêmese ou melena, agende sua avaliação em Ponto de Saúde, Volta Redonda. O exame seguro, realizado por especialistas, oferece-lhe o caminho para o diagnóstico correto e o tratamento eficaz, restaurando seu bem-estar e saúde digestiva.
Não adie a decisão: a investigação precoce é a melhor proteção contra complicações graves. Entre em contato e agende sua videoendoscopia com profissionais dedicados a cuidar de você.