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O ciclo hormonal feminino é um fenômeno biológico complexo e essencial que desempenha um papel fundamental na saúde reprodutiva das mulheres. Este ciclo, que ocorre normalmente a cada 28 dias, é regulado por uma intricada interação de hormônios que promovem mudanças físicas e emocionais no corpo feminino. Compreender a fisiologia deste ciclo é vital, não apenas para a saúde sexual e reprodutiva, mas também para a compreensão de outros aspectos da saúde geral da mulher, como humor, sono e metabolismo. As flutuações hormonais podem afetar a qualidade de vida, influenciando o bem-estar mental e emocional, e têm implicações em condições de saúde como a síndrome pré-menstrual (TPM) e distúrbios hormonais. O ciclo menstrual é dividido em diferentes fases, cada uma marcada por alterações nos níveis de hormônios como estrogênio, progesterona, luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH), que são cruciais para a ovulação e a preparação do corpo para uma possível gravidez. Este artigo visa explorar as distintas fases do ciclo menstrual, os hormônios envolvidos e como eles influenciam a fisiologia feminina.
Porém, isso não é uma regra e a maioria das mulheres ovulam em dias diferentes do ciclo. Curso online de Fisiologia Hormonal /Endócrina do ciclo menstrual é em torno de 28 dias, embora existam ciclos mais curtos de 21 dias e mais longos de até 35 dias, também considerados normais. O endométrio, constituído por glândulas e estroma, possui uma camada basal, uma camada esponjosa intermediária e uma camada superficial de células epiteliais compactas, as quais revestem a cavidade uterina. Juntas, as camadas esponjosa e epitelial formam a camada funcional, uma camada transitória que se desloca durante a menstruação. Essa figura mostra alterações cíclicas idealizadas nas gonadotropinas da pituitária, estradiol (E2), progesterona (P) e endométrio uterino durante o ciclo menstrual normal. A idade de início da puberdade e a taxa de desenvolvimento ao longo dos diferentes estágios são influenciadas por diferentes fatores.
O ciclo menstrual é comumente dividido em quatro fases: a fase menstrual, a fase folicular, a ovulação e a fase luteal. Cada uma dessas fases é caracterizada por alterações hormonais e fisiológicas que preparam o corpo da mulher para a ovulação e a possível gestação.
Por isso, em caso de dúvida ou alterações no ciclo, é importante consultar um ginecologista. Hormônio luteinizante, o LH também é produzido pela hipófise e sua função é a de estimular a ovulação. É o pico deste hormônio que desencadeia a ovulação, fazendo com que o folículo que se rompe para liberar o óvulo se torne corpo lúteo, estrutura que também produz hormônios, principalmente progesterona. Uma dica para que a mulher consiga acompanhar esses números com mais exatidão é o uso de aplicativos de controle de ciclo menstrual disponíveis para Android e iOS, ou então a anotação das datas em que menstruou em uma agenda ou calendário. Após seis meses de observação, já será possível entender se seu ciclo menstrual é mais longo ou mais curto, e estar mais familiarizada com as fases apresentadas durante o ciclo. Essas anotações facilitam a compreensão do ciclo menstrual e desmistificam a ideia de que é preciso menstruar exatamente no mesmo período do mês em todos os ciclos. Processo fisiológico que ocorre durante a idade reprodutiva da mulher, o ciclo menstrual por vezes é erroneamente ligado apenas à menstruação em si, mas ele vai muito além.
O nome de “fase folicular” deve-se ao fato de que é neste momento que os folículos são recrutados para o crescimento, preparando o(s) possível(is) óvulo(s) para ser(em) liberado(s) na ovulação. Esse hormônio estimula o rompimento do folículo ovariano para que o óvulo seja liberado. Essa fase é muito curta (cerca de 16 a 32 horas), mas o período fértil é mais longo, já que os espermatozoides podem ficar viáveis por dias no trato genital da mulher e o óvulo tem uma vida média de 24 horas. Após os 50 anos de idade a produção de hormônios sexuais femininos declina, a ovulação e os ciclos menstruais se tornam irregulares até cessarem completamente.
A fase menstrual é o início do ciclo e dura aproximadamente de 3 a 7 dias, dependendo da mulher. Durante essa fase, os níveis de hormônios como estrogênio e progesterona caem, resultando na descamação do endométrio, que é a mucosa que reveste o útero. Esse processo é o que chamamos de menstruação, durante o qual o corpo elimina o tecido que não foi utilizado em um possível ciclo de gravidez.
A fase folicular ocorre após a menstruação e é caracterizada pela maturação dos folículos ovarianos. O hormônio folículo-estimulante (FSH) é liberado pela glândula pituitária, estimulando o crescimento de folículos nos ovários. Cada folículo contém um óvulo em desenvolvimento. À medida que os folículos amadurecem, eles começam a produzir estrogênio, que desempenha um papel crucial na regeneração do endométrio. O aumento dos níveis de estrogênio também provoca uma elevação nos níveis do hormônio luteinizante (LH), culminando na ovulação.

A ovulação é o processo em que um óvulo maduro é liberado do ovário. Essa fase ocorre tipicamente no meio do ciclo, cerca de 14 dias após o início da menstruação. O pico de LH que ocorre durante a fase folicular é o responsável por desencadear a ovulação. Após a liberação do óvulo, ele se torna disponível para a fecundação, e o folículo rompido se transforma em corpo luteo.
Após a ovulação, inicia-se a fase luteal, que dura aproximadamente 14 dias. Durante essa fase, o corpo luteo produce progesterona, que é fundamental para manter o endométrio em um estado propício para a possível implantação de um embrião. Se a fertilização não ocorrer, o corpo luteo se degenera, levando a uma queda nos níveis de progesterona e estrogênio. Essa queda hormonal inicia o ciclo menstrual novamente, resultando na descamação do endométrio e o começo de um novo ciclo.
As flutuações hormonais ao longo do ciclo menstrual podem ter um impacto significativo na saúde física e mental das mulheres. Condições como a síndrome pré-menstrual (TPM) e a síndrome do ovário policístico (SOP) são exemplos de distúrbios que surgem devido a desequilíbrios hormonais. Além disso, muitos mulheres relatam sintomas emocionais, como alterações de humor e ansiedade, que são exacerbados durante certas fases do ciclo. O entendimento desses ciclos e suas implicações é crucial para a promoção de práticas de saúde reprodutiva e bem-estar geral das mulheres.
A compreensão da fisiologia do ciclo hormonal feminino é crucial para a saúde e bem-estar das mulheres em todas as fases de suas vidas. O conhecimento sobre como os hormônios influenciam não apenas a reprodução, mas também outros aspectos da saúde, pode capacitar as mulheres a tomarem decisões mais informadas sobre suas vidas, saúde e autocuidado. Profissionais de saúde são encorajados a considerar o ciclo hormonal feminino ao abordar a saúde da mulher, enfatizando a importância de um enfoque holístico para o bem-estar feminino.
