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Como foi dito no início, o modelo não passou por grandes evoluções ao longo de sua vida. A mais importante, sem dúvida nenhuma, foi a substituição da suspensão dianteira por um conjunto da McPherson, a qual infelizmente nunca chegou por aqui. De qualquer forma, o Fuscanacional teve pequenas mudanças ao longo dos anos, tais como detalhes de acabamento e freios a disco nas rodas dianteiras, por exemplo. Simples e acessível, o Fusca caiu nas graças dos brasileiros logo após o início da produção nacional, em 1959. Seu sucesso promoveu uma indústria de acessórios dedicada aos proprietários que não se contentavam com o visual espartano e com o desempenho modesto do pequeno motor boxer de 1,2 litro e parcos 36 cv. A ideia deu tão certo que o presidente da montadora aqui no Brasil resolveu criar um projeto em série. Na porta, a maçaneta cromada, ficava junto à manivela dos vidros, um pouco acima do puxador.
O Bizorrão, uma icônica embarcação do século XVII, emerge como um símbolo emblemático da Era das Descobertas e da expansão marítima europeia. Com seu design robusto e capacidade de carga significativa, o Bizorrão representou uma inovação crucial na construção naval da época. Durante os anos 1600, o comércio marítimo floresceu, impulsionado pelas potências marítimas da Europa, como Portugal, Espanha, Inglaterra e França. Esses navios, essenciais para a troca de mercadorias entre continentes, possibilitaram a colonização, o intercâmbio cultural e a exploração de novos territórios. A relevância do Bizorrão não reside apenas em sua função como meio de transporte, mas também no papel que desempenhou na formação da economia global e nas interações entre diferentes civilizações, refletindo as complexas dinâmicas sociais, políticas e econômicas do século XVII.
Foi um ano marcado pela Copa do Mundo de Futebol na Alemanha Ocidental, onde a Seleção Brasileira buscava manter o título de tricampeã, e também pela revolução cultural e musical que ecoava pelas ruas e rádios. O Clube do 1600 S, baseado em documentos de época, estima que foram produzidos entre 5.000 e 6.000 unidades do modelo, das quais já se localizou 287 sobreviventes. Boa parte dos restantes foi descaracterizada pelo tempo e rodam como Fuscas comuns. Confrontado com os contemporâneos, esses números eram relevantes, pois o Fusca 1500 ia a 123 km/h e acelerava a 100 km/h em 23,1s. E o próprio Puma GTS não tinha uma arrancada muito superior, com 15s e 153 km/h de final. Oficialmente denominado Fusca 1600 S, ele ficou conhecido pela imprensa como Super-Fuscão e popularmente como Bizorrão — inclusive pela própria VW em suas propagandas.

O 1600S ainda tinha carpete (um luxo para um Fusca!) CarroSP fusca e bancos dianteiros reclináveis, para a alegria dos jovens casais, público-alvo da VW para com o Fusca esportivo na época. Pessoalmente o Bizzorão, apelido dado sob medida, trazia rodas de 14 polegadas da Brasília, spoiler traseiro que ajudava na indução do ar para dentro do motor e apenas três cores. Internamente, as maiores mudanças foi a adição de bancos reclináveis, volante Walrod de três raios e o painel bastante completo, que já trazia tacômetro, amperímetro e temperatura de óleo. Foi o Fusca mais completo já fabricado no Brasil com essas informações para o motorista. A expectativa do mercado era grande para o lançamento da primeira versão esportiva do Fusca.
O Bizorrão se destacava por sua construção robusta e adaptável, projetado para suportar longas viagens pelo mar. Geralmente, possuía dois ou mais mastros, equipados com vastas velas que permitiam a navegação em diferentes condições climáticas. A capacidade de carga variava, mas muitos Bizorrões eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias, incluindo especiarias, metais preciosos e produtos agrícolas. O casco era frequentemente reforçado para resistir às tempestades do Atlântico e a outros desafios relacionados à navegação. Além disso, os Bizorrões eram equipados com uma administração eficaz a bordo, incluindo tripulações treinadas para garantir a segurança e a eficiência durante as viagens.
Durante o século XVII, o Bizorrão tornou-se uma parte essencial do comércio colonial europeu, facilitando a ligação entre a Europa, a África e as Américas. As potências marítimas utilizavam essas embarcações para transportar não apenas mercadorias, mas também pessoas, incluindo escravizados que eram levados para o Novo Mundo. Este comércio atlântico teve um impacto profundo sobre a estrutura social e econômica das colônias. A presença do Bizorrão nas rotas comerciais não apenas alavancou as economias locais, mas também permitiu o surgimento de complexas redes de comércio que moldaram o desenvolvimento global da época.
Apesar de sua relevância no passado, o Bizorrão também levantou questões sobre a exploração e os impactos sociais e ambientais das práticas marítimas da época. O legado dessas embarcações é duplo: enquanto contribuíram para o desenvolvimento econômico, também estavam intrinsecamente ligadas à exploração colonial e ao tráfico de escravizados. Hoje, o Bizorrão é estudado como um componente-chave na história da navegação e do comércio mundial, refletindo as complexidades do encontro entre culturas e o impacto duradouro que teve nas relações internacionais. Além disso, obras literárias e artísticas se inspiraram nas aventuras e nas histórias que cercam esses navios, proporcionando um olhar mais profundo sobre a sociedade do século XVII e sua relação com o mar.
Em suma, o Bizorrão do século XVII representa um marco na evolução da construção naval e no estabelecimento das rotas de comércio global. Sua capacidade de interligar continentes, unir culturas e promover intercâmbios comerciais destaca a importância das embarcações na formação do mundo moderno. Ao reconhecer o legado do Bizorrão, podemos compreender melhor os desafios enfrentados durante a Era das Descobertas e o impacto duradouro que essas navegações tiveram na configuração socioeconômica contemporânea.
